Máquina de Fake News

As notícias falsas se espalham 70% mais

rápido que as verdadeiras

 

Fonte: MIT

As notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras e alcançam muito mais gente. A conclusão é do maior estudo já realizado, em 2017, sobre a disseminação de Fake News na internet por cientistas do Instituto de Tecnologia de Masachussetts (MIT), dos Estados Unidos. De acordo com o levantamento, as informações falsas ganham mais espaço na internet de forma mais rápida, pois as mentiras inspiram “medo, revolta e surpresa”, enquanto as histórias verdadeiras inspiram “expectativa, tristeza, alegria ou confiança, portanto, as notícias mais inusitadas tem maior probabilidade de serem compartilhadas.

Em entrevista concedida ao Estadão, o cientista político Pablo Ortellado, um dos coordenadores do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai) da Universidade de São Paulo (USP), notícias falsas tendem a fazer sucesso nas redes sociais, especialmente porque elas apelam a sentimentos políticos das pessoas, sem a necessidade de terem correspondência com a realidade.

O Instituto Reuters, para o estudo de jornalismo da Universidade de Oxford na Inglaterra, coloca o Brasil em segundo lugar no índice de confiança do público nos meios de comunicação. No estudo realizado em 2017, foram ouvidos 70 mil consumidores de notícias de 36 países para analisar a confiança do público em uma época em que notícias falsas circulam, muitas vezes, sem controle. Apenas 24% das pessoas acham que as redes sociais fazem um bom trabalho ao separar fatos de ficção. Na mídia tradicional, o índice é de 40%. Na América Latina, 30% dos brasileiros acreditam que as notícias são livres de influência política e econômica. Na Argentina, os índices são 16% e no Chile 17% para os dois casos.

QUEM SÃO OS IMPACTADOS?

Fonte: PSafe

3 em cada 4 usuários entre 8,8 milhões de brasileiros foram impactados por fake news

QUE TEMA MAIS VENDE?

Segundo estimativa da PSafe, 8,8 milhões de pessoas no Brasil teriam sido impactadas por Fake News nos três primeiros meses deste ano. A companhia de segurança informou que usuários do seu sistema de segurança dfndr foram impedidos de acessar mais de 2,9 milhões de Fake News.

 

Os dados do relatório apontam que três em cada quatro usuários que acessaram notícias falsas no primeiro trimestre são das regiões Sudeste (47%) e Nordeste (28%) do País. Em seguida, vêm as regiões Norte (10%), Sul (8%) e Centro-Oeste (7%). Além disso, mais de 55% de todas as Fake News bloqueadas estavam concentradas em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. E que 95,7% das Fake News tiveram o aplicativo WhatsApp como disseminador de conteúdo falso.

Uma característica marcante das Fake News no Brasil é o apelo a temas populares. Entre as principais temáticas abordadas pelos cibercriminosos, destaque para notícias atreladas a temas de saúde, somando aproximadamente 41% dos artigos. Em seguida, aparecem política (38%) e celebridades (18%).

Sobre usabilidade

Os brasileiros passam em média 4 horas e

59 minutos por dia usando a internet

 

Fonte: IBGE

Com base na pesquisa revelada pelo IBGE, os brasileiros passam em média 4 horas e 59 minutos por dia usando a internet de segunda a sexta e mais 4 horas e 24 minutos por dia aos sábado e domingos. Apesar disso, a TV ainda é o principal meio de comunicação, a média de utilização da televisão está por volta de 4 horas e 31 minutos por dia durante a semana e horas e 14 minutos por dia aos sábados e domingos. A internet é o terceiro meio de comunicação mais usado no Brasil, o que mostra a tendência de como o brasileiro está migrando de forma consolidada para os meios de comunicação digitais, 76% acessam a rede todos os dias, 67% acessam a rede em busca de entretenimento, informações ou notícias, notícias as quais apenas 27% dos brasileiros entrevistados afirmam confiar.

Segundo dados do relatório "2018 Global Digital",  da We Are Social e da Hootsuite, a taxa de penetração o uso da internet na população brasileira é de 66%, enquanto a média global é de 53%, puxada para baixo pelas taxas  registradas em grande parte da África Central e do Sul da Ásia, mas essas regiões também estão vendo o crescimento mais rápido na adoção da internet.

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Esses sites fazem recortes convenientes do noticiário do dia e usam expedientes agressivos de desinformação, com manchetes sensacionalistas e em desacordo com o texto, fatos ampliados, distorcidos e tirados do contexto e especulações apresentadas como se fossem relatos fatuais. Alguns veiculam mentiras — nem todos e nem sempre. Para tornar tudo mais difícil, vários desses expedientes não são de uso exclusivo desse tipo de site.

Não se trata do velho jornalismo “engajado” ou “de combate”. Esses sites não têm o poder de difusão de massa — não têm uma gráfica e um sistema de distribuição física e são pouco acessados diretamente. Sua difusão se dá sobretudo por meio das mídias sociais, nas quais um público engajado e apaixonado compartilha manchetes para afirmar a identidade política e atacar o campo adversário.

Danos de uma campanha

Um levantamento do Projeto de Propaganda Computacional da Universidade de Oxford analisou os compartilhamentos feitos por usuários do Twitter no estado de Michigan durante o período eleitoral do ano de 2016 nos Estados Unidos, entre Hillary Clinton e Donald Trump. Os pesquisadores descobriram que 46,5% de todo o conteúdo apresentado como noticioso sobre política era composto por notícias falsas. Descobriu-se que 126 milhões de internautas dos EUA no Facebook foram expostos ao conteúdo produzido na Rússia sobre a eleição americana.

Ademais, uma análise publicada em janeiro por acadêmicos de Princeton, Dartmouth e Exeter combinou as respostas de 2.525 norte-americanos em uma pesquisa com dados do tráfego registrado por seu computador durante o mês anterior e concluiu que um em cada quatro norte-americanos visitou algum site de notícias falsas durante a campanha.

QUEM SÃO OS IMPACTADOS?

Quase 50% de todo o conteúdo publicado como noticioso nos Estados Unidos no período eleitoral de 2016 era FALSO.

126 milhões de internautas dos EUA no Facebook foram expostos a conteúdo falso.

1 em cada 4 norte-americanos visitou algum site de notícias falsas durante a campanha.

Fonte: Universidade de Oxford